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Sentença do julgamento de Mubarak será anunciada em 2 de junho

Arquivo Geral

22/02/2012 16h42

A sentença contra o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, acusado de corrupção e de envolvimento no massacre de manifestantes durante a revolução que o derrubou em janeiro de 2011, será ditada no dia 2 de junho, informou à Agência Efe um advogado da acusação.

 

Na última audiência do julgamento, o Tribunal Penal do Cairo fixou essa data para que o juiz Ahmed Refaat pronuncie publicamente a decisão do chamado “processo do século”.

 

Junto a Mubarak são processados o ex-ministro do Interior Habib al-Adli e seis de seus assessores, assim como os dois filhos do ex-presidente, Alaa e Gamal, embora estes últimos sejam acusados apenas de corrupção.

 

O advogado da acusação Abdul Fatah Hamed explicou à Efe que o prazo estabelecido pela corte para ditar sentença é “longo, mas adequado”, já que o juiz terá de analisar mais de 40 mil páginas de autos.

 

Em sua opinião, a pena que será aplicada aos réus será “dura” porque a documentação inclui “provas concretas sobre o assassinato de manifestantes e o envolvimento dos acusados em casos de corrupção”.

 

A Procuradoria Geral pediu no dia 5 de janeiro a pena de morte à forca para Mubarak, que no início do julgamento se declarou inocente de todas as acusações.

 

O ex-presidente e seus filhos se negaram a depor na audiência desta quarta-feira, embora o tribunal tenha lhes dado a oportunidade, disse à Efe um dos advogados da acusação, Ozman al-Hasanaui.

 

Enquanto isso, Adli sua inocência defendeu durante mais de uma hora e negou que a polícia tenha usado a violência contra os manifestantes, alegando que, se isso ocorreu, sempre foi em defesa própria.

 

Fora da sala, situada na Academia da Polícia, dezenas de pessoas se aglomeravam, tanto familiares das vítimas da revolução como simpatizantes de Mubarak, sem incidentes, conforme constatou a Efe.

 

Mubarak, de 83 anos, está internado em um hospital internacional nos arredores do Cairo, enquanto seus filhos e os demais réus deste julgamento se encontram detidos em prisões diversas.

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