O Senado americano, sob controle democrata, bloqueou nesta quarta-feira, por pequena margem, o esforço republicano para revogar a reforma do sistema de saúde, declarada inconstitucional por um tribunal federal na segunda-feira.
Com 51 votos a favor e 47 contra, os senadores rejeitaram uma emenda proposta pela oposição para revogar a reforma promulgada em 2010 pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
A Câmara de Representantes, sob controle republicano, aprovou a revogação da reforma da saúde em janeiro, cumprindo a promessa feita pelos republicanos nas eleições legislativas de novembro.
Com a votação desta quarta-feira, no entanto, os republicanos não conseguiram reunir os 60 votos necessários para que a emenda fosse aprovada, o que, segundo observadores, garante que a revogação da reforma terá que ser decidida nos tribunais.
“Estaríamos abandonando nosso dever se nós republicanos não lutássemos pela revogação. Fizemos a promessa a nossos eleitores de que revogaríamos esta lei e é o que tentamos fazer”, disse o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.
Desde o princípio, a reforma do sistema de saúde provocou um embate entre os democratas, que argumentam que ajudará a reduzir os custos e ampliar a cobertura médica nos EUA, e os republicanos, que a consideram uma custosa ingerência do Estado na regulação do sistema de saúde, além de aumentar o déficit.
Nesse sentido, com relação à votação desta quarta-feira, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse à imprensa que o país já se livrou da batalha pela reforma e que agora o Governo “seguirá em frente”.
Na última segunda-feira, um tribunal federal da Flórida declarou inconstitucional todo o plano de reforma da saúde, decidindo a favor de 26 estados que apresentaram um processo contra a lei.