Seis comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), troche incluindo o fundador da guerrilha, foram condenados a 40 anos de prisão cada um por um ataque que deixou 65 militares mortos e outros 43 seqüestrados, informaram hoje fontes judiciais de Bogotá.
Os seis guerrilheiros foram condenados por um Tribunal de Florencia, no sul da Colômbia, por “homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e seqüestro”.
As acusações correspondem a um assalto cometido no dia 3 de março de 1998 na base militar de El Billar, informou a Procuradoria Geral em uma nota divulgada em Bogotá.
O ataque foi lançado de maneira conjunta pelas frentes 14 e 15 das Farc, e causou a morte de 65 militares, além de deixar 20 feridos e outros 43 seqüestrados.
Dos 43 seqüestrados, 40 foram postos em liberdade posteriormente, e os outros três estão entre os 44 reféns que a guerrilha pretende trocar por 500 de seus presos.
A Procuradoria Geral informou que os condenados são Pedro Antonio Marín (“Manuel Marulanda” ou “Tirofijo”), fundador e principal líder das Farc, e os comandantes Luis Édgar Devia (“Raúl Reyes”), Guillermo León Sáenz (“Alfonso Cano”), Luciano Marín Arango (“Iván Márquez”), Rodrigo Londoño Echeverri (“Timoleón Jiménez”) e Noel Matta Matta (“Efraín Guzmán”).
Os seis foram julgados e condenados à revelia.