Menu
Mundo

Segurança do México motivou entrega de 26 supostos traficantes aos EUA, diz presidente

Na terça-feira, as autoridades mexicanas entregaram à Justiça americana 26 supostos criminosos, entre eles membros dos cartéis Jalisco Nova Geração e Sinaloa

Redação Jornal de Brasília

13/08/2025 13h53

Foto: ULISES RUIZ / AFP

Foto: ULISES RUIZ / AFP

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse, nesta quarta-feira (13), que a entrega de 26 supostos narcotraficantes de alto perfil aos Estados Unidos foi feita “pela segurança” do México.

Na terça-feira, as autoridades mexicanas entregaram à Justiça americana 26 supostos criminosos, entre eles membros dos cartéis Jalisco Nova Geração e Sinaloa, duas das organizações de narcotráfico mais poderosas do país.

A transferência ocorreu em meio às pressões do presidente americano, Donald Trump, para que o México interrompa o contrabando de drogas para seu território, em particular do letal fentanil.

“A decisão é pela segurança de nosso país, são decisões soberanas”, disse Sheinbaum em sua habitual coletiva de imprensa matinal.

“Não tem relação com um pedido (dos Estados Unidos), mas em muitos casos há pedidos”, acrescentou.

A presidente afirmou que a entrega não está vinculada a um acordo de segurança que seu governo está negociando com os Estados Unidos, que inclui os tráficos de drogas e armas.

O Departamento de Justiça americano indicou, na terça-feira, que os 26 supostos criminosos haviam enviado para aquele país “toneladas de drogas perigosas, como cocaína, metanfetaminas, fentanil e heroína”.

A entrega ocorreu após reportagens jornalísticas da semana passada, segundo as quais Trump ordenou a participação do Exército daquele país no combate aos cartéis das drogas. O governo mexicano declarou, então, que “não aceitaria a participação de forças militares americanas” em seu território.

Em fevereiro, o México já havia entregado 29 de seus mais notórios chefes do tráfico de drogas, entre eles o veterano Rafael Caro Quintero, acusado pelo assassinato do agente da DEA Enrique “Kiki” Camarena” em 1985.

© Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado