Em declarações feitas hoje à emissora britânica BBC Radio 4, page De Hoop Scheffer se referiu aos dois diplomatas acusados pelo Governo afegão de ter estabelecido contato com o regime talibã, e que tiveram que sair do país na quinta-feira.
O governo afegão tinha anunciado na terça-feira sua decisão de expulsar os funcionários – um das Nações Unidas e outro da União Européia – por “ameaçar a segurança do país” durante uma viagem a Helmand, uma região do sul com forte presença dos insurgentes.
Aleem Siddique, porta-voz da ONU no Afeganistão, desmentiu que os funcionários tenham se reunido com os talibãs, e disse que os dois, um britânico e um irlandês, falaram com os cidadãos de Helmand para comprovar no terreno a situação.
De Hoop Scheffer ressaltou hoje que “as operações da Otan no Afeganistão não estão centradas unicamente na vitória militar. Tem a ver com a reconstrução do país, se trata de seu desenvolvimento e também, em grande medida, de seu processo político”.
O secretário-geral da Otan se mostrou partidário de apoiar “qualquer forma de processo político”, que qualificou de “vital” para resolver a situação no país.
No entanto, afirmou que este processo político “exclui, certamente, falar com gente que decapitou pessoas, que queimou colégios, que comete as maiores atrocidades vistas recentemente”.