Nas palavras de abertura do Conselho Atlântico no início do segundo e último dia da cúpula de chefes de Estado ou Governo da Otan, Scheffer se referiu à operação no Afeganistão como “a mais ambiciosa já iniciada pela Aliança”.
“Hoje nos centramos em ajudar o Afeganistão a conseguir um melhor porvir”, disse Scheffer, após guardar um minuto de silêncio junto aos 28 líderes da Otan pelos mortos em operações da organização, durante a parte pública da reunião, que começou com uma hora de atraso.
Depois, já a portas fechadas, os aliados iniciaram uma discussão para responder à nova estratégia do presidente americano, Barack Obama, para o Afeganistão e o Paquistão, que tem como eixo a destruição da rede Al Qaeda e a formação das forças afegãs para que assumam a segurança de seu país.
Além disso, Scheffer deu as boas-vindas aos dois novos membros da Aliança, Croácia e Albânia, e cumprimentou a volta da França à estrutura militar da Otan.
“Esta decisão contribuirá para reforçar a coesão da comunidade de objetivos da Aliança”, disse o secretário-geral, sentado junto aos anfitriões da cúpula: o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel.
A reunião é baseada no exemplar original do Tratado de Washington, assinado em 4 de abril de 1949 pelos Estados Unidos, Canadá e dez países europeus, que tinha o objetivo de selar um pacto de defesa mútua para frear a imparável expansão soviética na Europa após a derrota do regime nazista.