O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira para que Israel e Palestina se abstenham de provocações, e considerou que as “próximas semanas serão cruciais para determinar” a possibilidade de se fazer negociações diretas.
Na declaração feita durante uma conferência sobre os meios de comunicação e o Oriente Médio, realizado hoje na capital portuguesa, Ban disse que “gasta muito tempo na busca de uma solução para os dois Estados” e pediu aos líderes de ambos os países “que superem suas pressões políticas domésticas e deem grandes passos a favor da paz”.
O representante máximo da ONU sustentou que é “essencial para Israel manter seu caráter democrático e identidade, além de conquistar segurança e legitimidade na região” e “para os palestinos alcançarem a autêntica liberdade e a autodeterminação nacional, assim como acabar com a ocupação”.
Ban agradeceu os “recentes passos” de Israel na Faixa de Gaza, em junho, depois que limitaram a proibição à importação de produtos que possam ser utilizados para fins militares e destacou que o objetivo é “o fim do bloqueio”.
Além disso, o secretário-geral pediu para que o Hamas “aplique um cessar-fogo a longo prazo” e aceite a proposta egípcia de “reconciliação com a legítima Autoridade Palestina, do presidente Mahmoud Abbas”.
A conferência, realizada em Lisboa, foi organizada pelo departamento de informação das Nações Unidas e o Ministério de Assuntos Exteriores de Portugal para debater o papel dos meios de comunicação na promoção da paz no Oriente Médio.
Dentre os temas tratados por políticos, jornalistas, acadêmicos e diplomatas, o papel das mulheres palestinas na paz e na segurança, assim como o papel da imprensa israelense e palestina na redução dos conflitos e na criação de um ambiente pacífico, e o papel das tradicionais e das novas mídias.