O secretário de Defesa de EUA, what is ed Robert Gates, negou hoje que seu país invadiu o Iraque por causa do petróleo, como afirma o ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan em livro que será lançado nesta segunda-feira.
Em entrevista ao canal de televisão ABC, Gates rejeitou o motivo do conflito. Ele não fazia parte do governo quando a invasão começou, em março de 2003. “Sei que a mesma alegação foi feita sobre a Guerra do Golfo em 1991 e simplesmente acho que não é certa”, disse Gates. Ele ressaltou que tem “muito respeito” por Greenspan.
O ex-presidente do Fed (banco central americano) atacou os motivos da guerra em seu livro A Era da Turbulência: aventuras em um mundo novo, de 500 páginas. “Qualquer que fosse a angústia pública em torno das armas de destruição em massa, as autoridades americanas e britânicas estavam também preocupadas pela violência em uma área que abriga um recurso indispensável para o funcionamento da economia mundial”, diz Greenspan no livro.
“Eu me entristeço por ser politicamente inconveniente reconhecer o que todo mundo sabe: a guerra no Iraque é principalmente por petróleo”, afirma.
Gates negou essa associação e insistiu que os EUA invadiram o Iraque para acabar com “um ditador agressivo que era uma força de desestabilização em toda a região”.
No livro, Greenspan, um republicano de 81 anos, também criticou o governo de George W. Bush pela condução da economia. Ele acusa Bush de não usar o poder de veto para bloquear projetos de lei que causaram despesas “fora de controle” e foram elaborados por parlamentares republicanos, que dominavam o congresso até janeiro.