A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, defendeu ontem (8) a imposição de sanções rigorosas contra o Irã. O assunto deverá ser discutido e poderá ser votado nesta manhã no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em sessão realizada em Nova York.
Segundo ela, as medidas devem ser “as mais significativas já aplicadas” contra o Irã por causa das suspeitas de que o programa nuclear iraniano esconda a produção de armas atômicas.
As informações são da BBC Brasil. “É certo dizer que estas serão as sanções mais significativas que o Irã jamais sofreu”, disse a secretária, em visita a Quito, no Equador. De acordo com ela, deve haver uma “importante união” da comunidade internacional em relação às medidas.
A nova rodada de sanções deve ser votada pelos 15 membros do Conselho de Segurança – cinco permanentes e dez rotativos. O Brasil, a Turquia e o Líbano são contrários às punições.
No último dia 17, o Brasil e a Turquia intermediaram um acordo pelo qual o Irã se comprometeria a enviar urânio para ser enriquecido fora de seu território. Parte da comunidade internacional, no entanto, viu o acordo com desconfiança.
O governo iraniano argumenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas parte da comunidade internacional acredita que o país esteja tentando desenvolver armas atômicas. A Organização das Nações Unidas já impôs três rodadas de sanções contra o país em decorrência do programa nuclear. Foi proibido o comércio de material nuclear “sensível” com o Irã, congelando bens de entidades e pessoas envolvidas com o programa nuclear e proibindo todas as exportações de armas do país.
Embora as novas sanções tenham sido suavizadas após negociações com a Rússia e a China – que têm poder de veto no Conselho de Segurança – elas devem reforçar as medidas já existentes.
Entre outros pontos, a nova resolução deve impedir que o Irã compre diversas categorias de armas pesadas, solicita que a comunidade internacional bloqueie transações comerciais com bancos iranianos suspeitos de envolvimento com o programa nuclear e aumenta o número de iranianos que terão ativos bloqueados em bancos internacionais.
Segundo a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, as novas sanções têm o objetivo de convencer o Irã a interromper seu programa nuclear e a retomar as negociações. “Há uma série de medidas sérias e compulsórias nesta resolução. Ela é forte e ampla e deve ter um impacto significativo”, disse.