A seca e as recentes inundações sofridas no Afeganistão agravaram o conflito pelo qual o país passa há décadas, patient e no qual todas as partes envolvidas violam os direitos humanos, story e ainda saem impunes.
Esta é uma das conclusões do relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no Afeganistão, viagra approved elaborado pela Anistia Internacional (AI) e divulgado hoje, em Londres.
Segundo a organização, cerca de 6.500 pessoas morreram devido à violência em 2007, no ano mais sangrento desde o início da operação Liberdade Duradoura, em outubro de 2001, com a qual os Estados Unidos e seus aliados puseram fim ao regime dos talibãs.
Dentre essas vítimas, cerca de duas mil eram civis não-combatentes que morreram em decorrência de ataques tanto das forças internacionais quanto dos grupos insurgentes, afirma a AI.
A ONG destaca que “houve ataques indiscriminados de todos os lados, desde bombardeios aéreos pela Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, em inglês) e pelas forças da operação Liberdade Duradoura, dirigidas pelos Estados Unidos, até atentados suicidas cometidos por grupos armados”.
O país sofre ainda uma intensificação das atividades violentas dos talibãs e de outros grupos radicais islâmicos, que pedem a retirada das tropas internacionais do território afegão.
Estes grupos cometeram, pelo menos, 140 atentados suicidas durante o ano passado contra alvos civis, matando cerca de 300 deles, e militares.
Por sua vez, as forças militares internacionais mataram centenas de civis em 2007.
As catástrofes naturais se uniram à violência. Secas e inundações em várias áreas do país provocaram mais mortes e deslocamentos maciços da população.
Em meio a esse contexto, a impunidade e as arbitrariedades caracterizam o sistema judicial afegão, no qual 80% dos casos são resolvidos com mecanismos de justiça não-oficiais e que aplicam a pena de morte, afirma a organização.
A AI também faz menção especial à violência sofrida pelas mulheres, marginalizadas e com pouco acesso ao mercado de trabalho, e principalmente pelas meninas, condenadas ao analfabetismo.