Menu
Mundo

Sarkozy recepciona Betancourt em chegada a Paris

Arquivo Geral

04/07/2008 0h00

 O presidente francês, prescription Nicolas Sarkozy, more about recepcionou hoje Ingrid Betancourt, viagra buy em sua chegada a uma base militar próxima a Paris, dois dias após sua libertação, depois de quase seis anos e meio de cativeiro nas mãos da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Bem-vinda. A França a quer bem, e está feliz”, disse Sarkozy para Ingrid Betancourt.

“A esperávamos há muito tempo. Toda a França está impressionada com a maneira como volta, com esse sorriso, essa força”, disse o chefe de Estado, que minutos antes a havia abraçado, junto à sua esposa, Carla Bruni, ao pé da escada do avião oficial no qual a ex-refém viajou desde Bogotá.

“Estou há sete anos sonhando com este momento (…) devo tudo à França”, assinalou Betancourt olhando para Sarkozy,de quem pegou a mão, ao dizer que “tinha lutado muito por ela”.

A ex-candidata à Presidência da Colômbia, de 46 anos, libertada junto a outros 14, chegou com sua família, em um avião oficial francês, ao aeroporto militar de Villacoublay, nos arredores de Paris.

Betancourt, que trajava um casaco preto, calças escuras e camisa branca, e tinha o cabelo preso em uma trança, se expressou junto a Sarkozy perante os microfones e, no final, se emocionou e, com voz entrecortada, disse que havia “chorado muito de dor e indignação”.

“Mas hoje choro de alegria”, afirmou. “Há muito para dizer. O diremos pouco a pouco. Agora devemos dar as mãos e desfrutar desta felicidade”, disse.

Para Sarkozy, a libertação de Betancourt é “uma mensagem de esperança” para todos de que “há uma luz no final do caminho”, e dá ânimo à França para mobilizar-se por causas tão justas quanto esta.

Ela lembrou dos carrascos e torturadores, que “agiram tão mal com ela”, mas afirmou que agora está “livre, radiante, com a vida pela frente e sua família ao seu redor”.

Após afirmar que a França era “sua casa”, Betancourt transmitiu aos franceses o agradecimento de todos os colombianos, “que estão felizes por esta libertação, e querem compartilhar” esse sentimento.

“A extraordinária, perfeita e impecável operação do Exército colombiano que me permite estar hoje aqui também é fruto de vossa luta”, afirmou. Ela explicou que, quando foi capturada, a alternativa era uma operação militar “a sangue e fogo”.

“Houve uma, e dois reféns morreram. Sabíamos que em um cenário assim, não teríamos nenhuma possibilidade de sobreviver”, afirmou.

“Os que lutaram por nós lutaram para que a Colômbia não fizesse uma operação militar, para que houvesse uma negociação com as Farc, que sempre quiseram nos utilizar para seus fins políticos absurdos, e para ganhar tempo”, assinalou.

“A França se opunha a uma operação militar que pusesse em perigo a vida dos reféns, e a minha em particular”, lembrou, antes de acrescentar que, no final, o Governo colombiano elaborou uma “estratégia diferente, fruto de uma reflexão comum entre franceses e colombianos”.

“Vocês me salvaram a vida”, ressaltou Betancourt, ao assinalar que sem essa reflexão, defendida com “força e energia”, “provavelmente teriam ocorrido outros fracassos”.

Ela lembrou ainda que na “operação de inteligência não foi realizado um único disparo”.

“Acho que alcançamos o que parecia impossível: que todas as contradições concluíssem nesse consenso extraordinário, no qual prevaleceram a inteligência e o amor”, indicou.

Da base de Villacoublay, Sarkozy, sua esposa, Betancourt e seus parentes se dirigiram ao Palácio do Eliseu, para uma recepção com os membros dos comitês de apoio que lutaram por sua libertação durante todos esses anos, além de personalidades políticas e do mundo do entretenimento.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado