O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou hoje que na França “não há lugar para a burka” nem para a escravidão da mulher, “sob nenhum pretexto” ou circunstância.
A França é um país de tolerância e respeito que também quer que o respeitem, disse o chefe de Estado francês em discurso sobre a “identidade nacional” na localidade da Chapelle-en-Vercors, no departamento de Drôme (sul).
Segundo Sarkozy, em todo o território francês não há lugar para a burka, como é chamado o véu de origem afegã que cobre completamente a mulher, “sob nenhum pretexto, em nenhuma condição e em nenhuma circunstância”.
Na França, ninguém pede a ninguém que esqueça sua história ou sua cultura, acrescentou o presidente, mas virar francês implica aderir a uma forma de civilização e a determinados valores.
A polêmica sobre o véu chegou ao Parlamento, onde um grupo de deputados estuda desde julho a eventual proibição da peça na França.
Algo similar aconteceu em 2004, quando o véu islâmico acabou proibido por uma lei que impede o uso de qualquer símbolo religioso em lugares públicos, sobretudo nas escolas.
Sarkozy falou sobre o assunto durante um discurso focado no debate a respeito da “identidade nacional”, lançado recentemente e a partir do qual o Governo pretende definir o que significa ser francês hoje em dia.