Sarkozy afirmou que a reunião deveria incluir a regulação financeira e os paraísos fiscais e que não assinará “um comunicado de falsos compromissos”.
“Não me associarei a uma cúpula que terminaria com um comunicado de falsos compromissos”, comentou Sarkozy em entrevista à emissora de rádio “Europe 1″, antes de explicar que os negociadores que preparam a reunião de Londres até esta manhã ainda não tinham fechado um acordo”.
“A conversa avança, há projetos em cima da mesa, mas esses projetos não convêm nem à França nem à Alemanha”, contou o presidente.
Sarkozy fez questão de ressaltar que “está descartada a manutenção de um sistema (financeiro) que permita a certas pessoas assumir riscos desconsiderados” e que, segundo ele, levou à crise atual.
“Não aceitarei que se atrase a outras cúpulas a resolução de problemas cuja natureza já conhecemos”, afirmou.
O presidente francês disse que como a crise “nasceu de uma crise financeira, é preciso se concentrar” em primeiro lugar em “uma regulação” do sistema, e assegurou que a chanceler alemã, Angela Merkel, pensa da mesma forma.
Sarkozy recebe hoje no Eliseu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um almoço de trabalho, antes de os dois líderes partirem rumo a Londres.