“Todos tínhamos sonhado com isso, agora a UPM é uma realidade”, disse Sarkozy ao término da Cúpula da UPM que reuniu 42 chefes de Estado e Governo da UE e da região mediterrânea.
A UPM procura dar novo vigor à cooperação entre ambas as margens através do estabelecimento de mecanismos permanentes que assegurem a execução de projetos de integração regional
Segundo Sarkozy, os ministros de Assuntos Exteriores dos 43 países presentes se reunirão em novembro para decidir sobre a sede do secretariado permanente e para definir as formas de financiamento.
A criação da UPM é “um passo gigante” que abre “uma nova página na cooperação entre Europa e Mediterrâneo”, assinalou o presidente egípcio, Hosni Mubarak, que co-presidiu a reunião junto com Sarkozy.
Para Mubarak este novo marco de cooperação levará “mais paz e mais estabilidade” à região mediterrânea.
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse confiar que a UPM abrirá a via para “uma autêntica integração regional”.
Barroso reconheceu que embora o Mediterrâneo seja uma região de importância crítica para a Europa, “onde infelizmente os conflitos são numerosos”, também é “promissora”.
A UPM estabelece estruturas permanentes: uma co-Presidência rotatória que será compartilhada entre europeus e mediterrâneos do sul, e um secretariado permanente que se encarregará de conseguir financiamento público e privado para os projetos e supervisionar sua execução.