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Mundo

Santos assume poder na Colômbia com desafio de negociar acordo de paz

Arquivo Geral

07/08/2010 16h38

Por quatro anos, a Colômbia terá no comando o presidente Juan Manuel Santos, que toma posse hoje (7), tendo como desafios a negociação de um acordo de paz com a Venezuela e o combate às guerrilhas, à violência e ao narcotráfico. Santos perdeu o pai, um empresário bem-sucedido, no embate com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O próprio presidente eleito sofreu um atentado e teve a mandíbula fraturada.

Ex-ministro da Defesa do governo do presidente Alvaro Uribe, a quem sucede, Santos foi apontado como um negociador duro e determinado. No entanto, os guerrilheiros, dias antes da posse do novo presidente, informaram estar dispostos a conversar com Santos.

De uma família de empresários, Santos é economista, mas também atuou no mercado de empresas de comunicação, passando pelos Estados Unidos e a Inglaterra. Uma das metas do presidente é manter a relação política com o governo do presidente norte-americano, Barack Obama.

A comunidade sul-americana reage à construção de bases militares norte-americanas em território colombiano, negociada pelos dois governos – da Colômbia e dos Estados Unidos. Para o Brasil e outros países da região, as bases podem ser uma ingerência norte-americana no continente. Mas os colombianos alegam a necessidade de parceria para intensificar o combate ao narcotráfico.

Santos conta com a maioria do apoio parlamentar. Mas, internamente, o novo governo deverá enfrentar demandas como o aumento de oportunidades de emprego e possibilidades de crédito.

A expectativa da comunidade internacional, porém, é de que Santos consiga fechar um acordo com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, encerrando o conflito que dura cerca de três semanas. No último dia 22, o embaixador colombiano denunciou, durante sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), a suposta presença de 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército da Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano.

Após a denúncia colombiana, Chávez anunciou o rompimento da Venezuela com a Colômbia. Foi intensificada a segurança na área de fronteira e há um clima de tensão no ar. Presidentes sul-americanos se uniram na tentativa de buscar um acordo para o fim do impasse. O presidente venezuelano negou as acusações.

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