As sanções impostas pelos ministros de Relações Exteriores da União Europeia contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, e outros nove altos cargos do país pela contínua repressão à população civil entraram em vigor nesta terça-feira.
A UE publica em seu Diário Oficial deste 24 de maio a lista dos sancionados, que se somam aos 13 altos cargos e associados do regime de Damasco que já haviam sido incluídos em 9 de maio e aos que tiveram congelados seus ativos e proibidos de viajar para território comunitário.
Na lista negra da UE figuram agora também o vice-presidente sírio, Farouk al-Sharaa; Aseef Shawkat, chefe de pessoal adjunto para Segurança e Reconhecimento; Hisham Ikhtiyar, responsável do Escritório de Segurança Nacional; Muhammad Nasif Khayrbik, vice-presidente adjunto para Assuntos de Segurança Nacional; Hohamed Hamcho, cunhado de Maher al-Assad, já sancionado.
Maher é irmão caçula de Assad e comandante da 4ª Divisão do Exército sírio, grupamento que teve papel-chave na repressão aos cidadãos em Deraa, cidade onde ocorreram as maiores manifestações contra o regime.
Estão na lista dos sancionados de Damasco também Iyad Makhlouf, irmão de Rami Makhlouf, primo de Assad e quem já enfrenta a proibição de viagem e congelamento de ativos em solo comunitário.
A UE incluiu no rol dos punidos Bassam al Hassan, assessor do presidente para Assuntos Estratégicos, Dawud Rajiha, chefe de pessoal das Forças Armadas, e Ihab Makhlouf, vice-presidente da Syriatel e encarregado pela empresa americana de Rami Makhlouf.
Todos foram sancionados pela UE por vinculação ao regime Sírio direta ou indiretamente, por terem papel na repressão ou financiar Damasco e, dessa forma, facilitarem a violência contra os manifestantes.