O clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr reiterou hoje sua rejeição à assinatura de um acordo entre o Iraque e os Estados Unidos para regulamentar a presença americana no país árabe, online que Bagdá e Washington estão negociando atualmente.
Em carta a seus simpatizantes e líderes religiosos xiitas, emitida em Bagdá, Sadr pediu aos “ulemás (sábios muçulmanos), que emitam fátuas (éditos religiosos) contra a assinatura de um acordo entre o Governo e o ocupante, embora seja amistoso”.
Além disso, o clérigo prometeu apoiar o Executivo “política e popularmente”, se não houver a assinatura do pacto.
Também, pediu que “os iraquianos continuem a resistência de forma pacífica contra o acordo”.
O vice-presidente xiita do Iraque, Adil Abdel-Mahdi, disse em comunicado que “o que o Iraque quer do acordo com os EUA é que acabe sua missão, e que seja restabelecida sua soberania, perdida desde 1990”.
Além disso, disse que querem estabelecer “relações de amizade com Washington e que seja suspensa a aplicação do artigo 7 da Carta da ONU (sobre o Iraque), sem que seja colocado em risco a segurança iraquiana e sua riqueza”.
Em virtude desse artigo, que prevê ações de força aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, ainda continuam vigentes as sanções impostas em 1990 contra o regime do ditador iraquiano Saddam Hussein.
Quanto à assinatura do acordo antes que acabe o mandato do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o vice-presidente iraquiano não descartou que seja alcançada alguma regra, “se continuarem e terminarem as conversas, se foram satisfeitas as exigências do Iraque e satisfeita uma vontade política pactuada”.
“No entanto, alcançar um pacto não está em cima da mesa”, concluiu.