O vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, apresentou ao início da 152ª conferência ministerial desse cartel uma série de medidas para conter a queda dos preços que baixaram do recorde histórico de julho do ano passado de quase US$ 150 por barril para os cerca de US$ 40 atuais.
Entre estas, destaca-se a proposta de uma ação coordenada entre a Opep e os produtores independentes de retirar petróleo do mercado, mas sem precisar a quantidade.
O vice-premiê anunciou que a Rússia reduzirá suas próprias provisões ao exterior, fomentando o consumo interno.
“Reduziremos a exportação de petróleo em função do aumento do consumo interno. Em particular, planejamos entregar aos produtores agrícolas 2 milhões de toneladas de combustível”, disse Sechin, responsável no Governo russo do setor energético.
Além disso, Moscou propõe “aumentar os estoques de petróleo nos países produtores, com o desenvolvimento da infraestrutura apropriada”, disse o vice-primeiro-ministro russo.
A Rússia também quer que se coordene “a política impositiva no setor petroleiro dos países consumidores”, ao mesmo tempo em que propõe fomentar “contratos de venda a longo prazo”, a fim de evitar a volatilidade no mercado.
Os ministros da Opep analisam hoje a situação no mercado petroleiro, que passa por um momento delicado devido ao incerto estado da economia mundial.