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Rússia participará da reunião do Grupo de Contato da Líbia

Arquivo Geral

31/08/2011 8h55

A Rússia participará da conferência do Grupo de Contato da Líbia, que será celebrada na quinta-feira (1º) em Paris, para defender seus interesses econômicos, declarou nesta quarta-feira (31) o representante russo para a região, Mikhail Marguelov.

Até esta quarta-feira, a Rússia classificava o chamado Grupo de Contato da Líbia como uma “quase-estrutura”, inábil para decidir o futuro do país do norte da África.

No entanto, Marguelov disse nesta quarta-feira que a conferência de Paris não tem nada a ver com o “grupo de contato”, organizado entre os países da Otan e alguns países árabes durante o conflito líbio.

“A composição da conferência é muito ampla. Estarão representados mais de 60 países, a ONU, o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, e inclusive pode ser que participe o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon”, argumentou o embaixador russo para o norte da África.

Marguelov acrescentou que, de fato, um dos objetivos da conferência é concluir o trabalho do Grupo de Contato e criar um novo formato internacional de apoio ao povo e à formação do novo estado líbio. “Isto não é contrário ao papel preponderante da ONU” no processo de paz, disse.

A Rússia parte da postura de que a mediação do conflito líbio depois da disputa deve ficar exclusivamente nas mãos do Conselho de Segurança da ONU.

“A Rússia considera que o papel principal no processo de paz líbio é o das Nações Unidas, e do seu Conselho de Segurança. Temos intenção de influenciar neste processo, e também defender nossos interesses econômicos na Líbia”, informou Marguelov.

O diplomata russo insistiu que os membros da comunidade internacional devem demonstrar uma grande responsabilidade em relação à Líbia e atuar de acordo com as formalidades do estatuto e outras normativas da ONU.

Na opinião da Rússia, o CNT terá de enfrentar desafios muito difíceis para criar um país democrático e garantir a unidade e a soberania da Líbia sem intervenção externa.

“Esperamos que o Conselho Nacional de Transição trabalhe arduamente para harmonizar os interesses de diferentes clãs e tribos e reconstruir as infraestruturas e os setores produtivos do país”, disse Marguelov.

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