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Rússia já destruiu mais de 45% de suas armas químicas

Arquivo Geral

27/11/2009 0h00

A Rússia já destruiu mais de 45% de seu arsenal de armas químicas em cumprimento das convenções internacionais, anunciou hoje a Chancelaria russa.

“A Federação Russa destruiu 17.998,2 toneladas ou 45,03% de suas reservas de armas químicas”, assegura o comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores russo, divulgado pela agência “Interfax”.

A Rússia cumpriu com mais de um mês de antecedência as obrigações impostas pela Convenção para a Proibição de Armas Químicas segundo as quais o país deveria destruir 45% de seu arsenal antes do finald de 2009.

“O cumprimento por antecipação de suas obrigações é um exemplo convincente do apego de nosso país ao objetivo de libertar o mundo de um dos mais perigosos tipos de arma de destruição em massa”, diz o comunicado.

A nota ressalta que “a Rússia cumprirá com suas obrigações e fará de tudo para a destruição de suas reservas (39.586 toneladas de armas químicas) nos prazos estabelecidos pela convenção”.

O general Nikolai Abroskin, diretor da agência federal encarregada da construção das instalações para a destruição dos arsenais químicos, assegurou recentemente que a Rússia terá completado essa tarefa dentro dos prazos previstos.

O general destacou que o programa federal de destruição de armas químicas, que envolve investimentos de bilhões de dólares, “é reconhecido em nível estatal como um dos mais bem-sucedidos da Rússia”.

Em fevereiro, o chefe da Direção de Armazenamento e Destruição de Armas Químicas, general Valeri Kapashin, reconheceu problemas de financiamento do programa devido à crise financeira.

A Rússia ratificou a Convenção para a Proibição de Armas Químicas, criada em 1993 e em vigor desde 1997, um tratado internacional destinado a proibir esses arsenais e velar pela verificação internacional de sua destruição.

Segundo essa convenção, os 188 países que a assinaram – Rússia e Estados Unidos possuem a maioria das armas – ficam obrigados a destruir todo seu armamento químico antes de abril de 2012.

O último país a utilizar armas químicas foi o Iraque, sob o regime de Saddam Hussein, primeiro na guerra contra o Irã e depois, em 1988, contra a localidade curda de Halabja.

Países como Coreia do Norte e Síria ainda não assinaram a convenção.

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