A Rússia inaugurou nesta sexta-feira uma nova fábrica para destruir armas químicas em Bryansk, a região russa mais contaminada pela catástrofe de Chernobil.
Nestas instalações, cuja construção contou com um orçamento de 360 milhões de euros, serão destruídas mais de 7,5 mil toneladas de armas químicas, um quinto de seu arsenal, o maior do mundo.
Situada nos arredores de Pochep, a fábrica empregará três mil pessoas, das quais mil serão militares.
Conforme a convenção da Organização para a Proibição de Armas Químicas, em vigor desde 1997, a Rússia se comprometeu a destruir, até 2012, as 40 mil toneladas de munição química que herdou da extinta URSS.
Segundo o governador de Briansk, Nicolái Denin, a população que vive a menos de 18 quilômetros da nova fábrica foi submetida a exames médicos.
Estes exames serão repetidos quando acabar a destruição do arsenal químico, que supõe 19% do legado da Guerra Fria, para comprovar se a operação teve algum efeito na saúde dos cidadãos.
Em setembro, a Rússia destruiu 19,3 mil toneladas de armas químicas, 48,3% do total, segundo dados oficiais.
Recentemente, as autoridades da região de Kirov, onde se encontra outro arsenal de armas químicas, afirmou que a Rússia adiaria por um período de três anos, até 2015, a destruição de todo o seu arsenal de armas químicas por falta de fundos.
De acordo com a convenção, os 188 países que a assinaram o acordo são obrigados a destruir todo o seu armamento químico antes de abril de 2012.
Países como Coreia do Norte e Síria ainda não assinaram a convenção.