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Mundo

Rússia é surpreendida por plano da Otan de defender países bálticos e Polônia

Arquivo Geral

07/12/2010 18h09

 

A Rússia expressou nesta terça-feira sua perplexidade com os planos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de defender a Polônia e as repúblicas bálticas de uma possível agressão russa, revelada pelos documentos diplomáticos vazados pelo site WikiLeaks.

Além disso, a fonte acrescentou que as duas partes acertaram em 20 de novembro em Lisboa que “se absterão de ameaças ou do uso da força” contra o outro.

“É evidente que a Rússia não apenas não expande sua presença militar nas fronteiras citadas (polonesa e bálticas), mas, ao contrário, está reduzindo seu armamento pesado no enclave de Kaliningrado e tomou medidas para cortar seu potencial militar em suas fronteiras ocidentais”, declarou.

Segundo a fonte, à Rússia sempre causou perplexidade a patrulha aérea dos países bálticos com caças da Otan em vez de desenvolver um potencial conjunto de reação perante autênticas e não fabricadas ameaças, principalmente, por parte de terroristas.

Outra fonte militar informou à agência de notícias “Interfax” que o plano aliado de defesa de Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia não era um segredo para Moscou, já que tem vários anos de antiguidade.

 

Segundo os documentos divulgados pelo WikiLeaks, a Otan elaborou em janeiro passado um plano de defesa dos três estados bálticos – antigas repúblicas soviéticas – e da Polônia perante um possível ataque por parte da Rússia.

 

No marco desse plano, a Aliança estaria disposta a desdobrar nesses territórios até nove divisões aliadas dos EUA, Reino Unido, Alemanha e a própria Polônia, às quais se somariam navios americanos e britânicos e tropas de assalto que desembarcariam em portos poloneses e alemães.

 

O plano de defesa, denominado Eagle Guardian, é fruto dos temores causados pela guerra de agosto de 2008 entre Rússia e Geórgia pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul.

 

Recentemente, a Chancelaria russa criticou os Estados Unidos por mobilizar mísseis Patriot na Polônia a apenas 60 quilômetros de Kaliningrado, embora reconheça que isso não representa uma ameaça para sua segurança.

 

Um porta-voz da Otan explicou à “Interfax” que o bloco ocidental seguirá elaborando planos de defesa de seus países-membros no marco do princípio de segurança coletiva, mas que a Rússia não é considerada uma ameaça pela Aliança.

 

A Rússia propôs à Otan a assinatura de um acordo vinculante que limite a presença futura de tropas e armamento pesado no território dos novos países-membros da Aliança.

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