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Rússia acusa EUA de desvio no papel de ‘mediador imparcial’ na guerra da Ucrânia

Redação Jornal de Brasília

23/06/2026 7h36

Foto: ALEXANDER NEMENOV / AFP

Foto: ALEXANDER NEMENOV / AFP

A Rússia afirmou nesta terça-feira (23) que o governo dos Estados Unidos já não pretende ser um “mediador imparcial” em seus esforços para acabar com a guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022.

As negociações com mediação dos Estados Unidos para encerrar o conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial estão congeladas. Washington voltou sua atenção para o Oriente Médio, onde, em 28 de fevereiro, lançou, com Israel, uma ofensiva contra o Irã, com quem agora negocia um acordo de paz.

“A julgar pelas ações dos Estados Unidos, parece que estão abandonando qualquer pretensão de ser um mediador imparcial e, em seu lugar, estão apostando em aumentar a pressão das sanções contra a Rússia”, declarou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, diante de diplomatas estrangeiros em Moscou.

O chanceler advertiu também que, com seu apoio militar contínuo a Kiev, “a Europa está voltando a se tornar uma ameaça enorme à segurança e à paz internacionais”.

Na semana passada, durante a reunião de cúpula do G7 na França, o presidente Donald Trump avisou que poderia restabelecer “em breve” as sanções ao petróleo russo, uma importante fonte de receita para Moscou.

O governo dos Estados Unidos suspendeu algumas sanções ao petróleo russo para conter a forte alta dos preços do petróleo provocada por sua guerra contra o Irã.

Mas, no âmbito de suas negociações, Washington anunciou uma suspensão, por dois meses, das sanções ao petróleo iraniano.

Os líderes do G7, incluindo Trump, concordaram em aumentar as entregas de material de defesa aérea à Ucrânia, assim como ampliar a pressão contra a “economia de guerra” russa, por meio de sanções.

Desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump tenta levar as partes a uma negociação de paz.

Mas os avanços foram mínimos até o momento. Kiev se nega a ceder território na região leste do Donbass, como exige a Rússia, e Moscou mantém suas posições.

AFP

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