O Governo do Reino Unido revogou a cidadania britânica da suposta espiã russa Anna Chapman, que está entre o grupo de supostos agentes secretos entregues à Rússia pelos Estados Unidos, informou hoje a “BBC”.
De acordo com a emissora, a anulação do passaporte de Chapman, que tem nacionalidade russa e britânica por ter casado com um inglês, será formalizada “nas próximas horas”, o que significa que ela já não poderá entrar neste país.
Chapman foi transferida a Moscou na semana passada como parte de uma troca de espiões pelo que os Estados Unidos recebeu, por sua vez, quatro agentes de seu interesse, dois dos quais estão atualmente na Grã- Bretanha.
O advogado americano da jovem de 28 anos tinha afirmado que ela desejava retornar ao Reino Unido, onde viveu durante quatro anos enquanto esteve casada com Alex Chapman, de quem tomou o sobrenome.
No último dia 9, o Ministério do Interior informou que estava “considerando com urgência” se anulava ou não a cidadania britânica da suposta espiã russa.
Em um breve comunicado, o Home Office assinalou então que “a ministra do Interior tem o direito de retirar a nacionalidade britânica das pessoas com dupla nacionalidade, se avaliar que fazê-lo reportaria um bem comum”.
Segundo a imprensa britânica, Anna Chapman se mudou para Londres em 2002, quando se casou com Alex Chapman, de 30 anos, após um romance de cinco meses, e teve vários empregos, entre eles um no banco Barclays.
Depois criou sua própria agência imobiliária pela internet e retornou à Rússia em 2006, após o fracasso de seu casamento.
Um ano depois ela teria mudado para os EUA, onde também montou uma agência de venda de propriedades através da rede.