O Reino Unido e a Espanha são os principais consumidores de cocaína da Europa, seguidos da Itália e, em menor medida, a Alemanha, segundo um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado hoje em Viena.
O relatório, intitulado “A Globalização do Crime: uma avaliação da ameaça do crime organizado além das fronteiras”, assinala que o número de consumidores de cocaína na Europa dobrou na última década, passando de 2 milhões em 1998 para 4,1 milhões no período 2007-2008.
O estudo acrescenta que, embora o nível global de seu consumo ainda seja mais baixo do que na América do Norte, “países como Espanha e Reino Unido têm um índice maior de consumo que os Estados Unidos”.
A distribuição de consumidores de cocaína entre a população europeia entre 2007 e 2008 foi: Reino Unido (23%), Espanha (21%), Itália (19%), Alemanha (9%), França (5%), outros países da União Europeia (13%), países da Associação Europeia de Livre Comércio – Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein – 2%, e outros países europeus (8%).
Por sua vez, o consumo de cocaína nos EUA caiu desde os anos 1908 e desabou nos últimos anos, embora tenha gerado US$ 38 bilhões em 2008.
Já na Europa o consumo cresceu vertiginosamente e seu valor no mercado passou dos US$ 14 bilhões em 1998 para US$ 34 em 2008.
A maioria da cocaína entra na Europa pela Espanha e em Portugal, no sul, e pela Holanda e Bélgica, no norte.
A Colômbia é a maior fornecedora desta droga para o Velho Continente, embora os envios do Peru e Bolívia sejam muito mais comuns na Europa que no mercado americano.