O Governo romeno demitirá cerca de 60 mil funcionários dentro de seu plano de economia para controlar o déficit público e cumprir as condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para concessão de ajuda financeira.
A medida, anunciada pelo ministro do Interior, Vasile Blaga, soma-se ao corte dos salários e a alta do IVA que hoje entraram em vigor como parte dos esforços da Romênia para manter o déficit público abaixo de 6,8% imposto para este ano pelo FMI.
O ministro explicou que o corte no setor público será feito através de um decreto e afetará funcionários das Administrações local e estadual.
Dessa forma, o país começa a reduzir o setor público de cerca de 500 mil trabalhadores, um dos lastros para o dinamismo da economia denunciados pelo presidente Traian Basescu e pelo FMI.
Comprometida com esta instituição desde que contratou em 2009 um crédito por dois anos de 20 bilhões de euros, a Romênia deve honrar as condições de austeridade.
Se não o fizer o país não receberá os 8 bilhões de euros restantes de crédito e que são vitais para seus maltratados cofres públicos.
O FMI decide amanhã se aprova o plano de austeridade da Romênia, que teve de ser revisado após o Tribunal Constitucional derrubar o corte das aposentadorias.
Se a resposta for positiva, o país receberá os 850 milhões de euros correspondentes ao quinto aporte do empréstimo.