A secretária de Estado americana, approved Condoleezza Rice, viagra approved pediu hoje aos países africanos que expulsem o presidente Robert Mugabe do Zimbábue, what is ed devido à catástrofe humanitária vivida no país.
“O tempo de Mugabe passou, tem que ir embora. O povo do Zimbábue já sofreu o suficiente. Mas os Estados Unidos não podem agir sozinhos e, sem a ajuda dos países da região, é difícil realizar uma ação justa”, disse Rice, em entrevista coletiva com o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen.
Rice disse que vários países africanos tinham se mostrado favoráveis a pressionar o Zimbábue, mas lamentou que outros tenham ficado “calados”, o que dificultava a saída de Mugabe, a quem culpou por eleições e um processo posterior “vergonhosos”.
Em relação aos efeitos sobre a população da grave crise econômica, Rice ressaltou que, apesar de sua oposição ao Governo de Mugabe, os EUA não negarão “ajuda” ao povo zimbabuano.
Rasmussen mostrou apoio às palavras de Rice e ressaltou as coincidências entre as posturas dos EUA e da União Européia (UE) nesta questão.
O Zimbábue está em meio a uma crise econômica desde que Mugabe realizou, em 2000, uma reforma agrária que destruiu a indústria agropecuária do país.
A inflação descontrolada causou o desabastecimento e os preços dos poucos produtos existentes nos supermercados podem mudar várias vezes em apenas um dia, o que, junto com a rápida desvalorização do dólar zimbabuano, obriga a população a tirar o dinheiro do banco e usá-lo antes que perca todo seu valor.
A situação política também é instável, após o fracasso do acordo entre Mugabe e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, para formar um Governo de união nacional.
Durante seu comparecimento, Rice e Rasmussen concordaram em ressaltar a necessidade do aumento de tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, para evitar que o país volte a ser “um paraíso para terroristas”, e lamentaram a morte ontem de dois soldados dinamarqueses em combate na província de Helmand, no sul afegão.
A secretária de Estado americana chegou ontem à noite a Copenhague procedente do Paquistão, e manteve um encontro com o ministro de Assuntos Exteriores dinamarquês, Per Stig Moeller, e se reuniu hoje com Rasmussen.
Rice ressaltou que o Paquistão tem a responsabilidade de agir de forma “urgente e transparente” para levar à Justiça os responsáveis pelos recentes atentados na cidade indiana de Mumbai e prevenir futuros ataques, mas se mostrou “certa” de que isso acontecerá, depois de se reunir ontem com o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari.
Rasmussen e Rice explicaram a visita à Dinamarca como uma demonstração das estreitas relações bilaterais dos dois países, e esta destacou também a “amizade pessoal” do presidente americano, George W. Bush, com o líder dinamarquês, um dos mais firmes apoios dos EUA no exterior, principalmente na Guerra do Iraque.
No entanto, Rice não quis entrar nas especulações sobre uma hipotética candidatura de Rasmussen a ocupar a Secretaria-Geral da Otan em 2009, mas ressaltou que o dinamarquês é um “líder de verdade”.
Rasmussen tinha reiterado ontem que não é candidato a nenhum posto internacional, mas a imprensa de seu país especula a possibilidade de que se candidate a um alto cargo na Otan ou na UE.