A secretária de Estado americana, pills Condoleezza Rice, approved exigiu hoje que a Rússia interrompa “imediatamente” suas operações militares na Geórgia.
Rice também pediu a Moscou que respeite a operação humanitária lançada pelos Estados Unidos.
A declarações da chefe da diplomacia americana foram feitas em uma entrevista coletiva, viagra order pouco antes de seu embarque em uma missão política arquitetada pelo presidente George W. Bush e que a levará a Paris, na França, e a Tbilisi, na Geórgia.
Em uma linguagem dura, a secretária de Estado lembrou a Moscou: “Não estamos em 1968, na invasão da Tchecoslováquia, quando a Rússia podia invadir um país vizinho, ocupar uma capital, derrubar um Governo, e ir embora. As coisas mudaram”.
Por isso, exigiu ao Governo russo que cumpra sua palavra e honre a trégua que aceitou na terça-feira. “Chegou o momento em que o presidente russo (Dmitri Medvedev) honre sua palavra”, sustentou.
“Se a Rússia está violando o cessar-fogo, e tenho relatos que não são muito animadores sobre isso, então isto servirá para aprofundar o isolamento (internacional) no qual Rússia está se movimentando”, assegurou Rice.
A secretária de Estado se referiu também à missão humanitária que os Estados Unidos iniciaram para ajudar o povo georgiano, e pediu à Rússia que respeite estas ações.
Horas antes, Bush, em um comparecimento público na Casa Branca, exigiu à Rússia que mantenha abertas “todas as vias de comunicação e transporte” para que a ajuda humanitária possa chegar a seu destino.
Já Rice insistiu em que Moscou deve respeitar o esforço humanitário dos Estados Unidos.
Em algumas horas, a secretária de Estado americana partirá de viagem em uma missão política encarregada por Bush, e que a levará a Paris, onde se reunirá com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e depois à capital da Geórgia.
Questionada sobre por que não irá a Moscou, a secretária de Estado dos EUA indicou que “o melhor agora é deixar nas mãos dos franceses os esforços de mediação”.
Além disso, assinalou que mantém aberto o canal de comunicação com o ministro de Exteriores russo, Serguei Lavrov, com quem conversou esta manhã, e explicou que os Estados Unidos “deixaram muito claro que apóiam o Governo democraticamente eleito da Geórgia”.
Pouco antes de comparecer perante a imprensa, Rice também ligou para o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, que elogiou o anúncio de Bush de enviar uma missão humanitária e política ao país.
De acordo com Rice, se o conflito tivesse girado em torno da proteção das forças de paz russas e seus cidadãos na Ossétia do Sul, como alegou a Rússia, “isto poderia ter sido resolvido dentro de alguns limites.
“Mas o que a Rússia fez vai além de tudo isso (…) e, ao prolongar o conflito, as áreas inocentes (na Geórgia) estão em perigo”, destacou Rice.
“Que a Rússia pode usar seu impressionante poder militar na região contra um pequeno país vizinho é óbvio. Que a Rússia pode fazer isso sem conseqüências ou que o levem até tal ponto de destruir o Estado georgiano, isso acho que é algo diferente. A Rússia não pode ter êxito nisso”, insistiu Rice.
A titular do Departamento de Estado americano usou palavras ainda mais duras quando disse que a mensagem enviada pela Rússia é que “talvez não tenha aceitado que é hora de avançar e deixar para trás a Guerra Fria”.
“É hora de progredir em direção a uma nova era na qual as relações entre Estados funcionam com base na igualdade, na soberania e na integração econômica”, ressaltou.