A secretária de Estado americana, viagra order Condoleezza Rice, malady encomendou uma investigação “séria e incisiva” sobre as práticas de segurança no Iraque de seu departamento, 12 dias depois de a empresa privada Blackwater matar nove civis iraquianos.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, em seu blog “Dipnote”, Rice quer “uma investigação séria e incisiva”. Ele anunciou que hoje serão divulgados os nomes investigadores.
O veterano diplomata Patrick Kennedy será o chefe da comissão. Vários integrantes serão escolhidos fora do Departamento de Estado.
A revisão das práticas de segurança contará com uma equipe que na próxima semana vai ao Iraque para esclarecer os dados sobre as três empresas privadas de segurança contratadas pelo Departamento de Estado. Segundo McCormack, o relatório preliminar será enviado a Rice até a próxima sexta-feira.
O jornal “The New York Times” afirma hoje que no incidente de 16 de setembro, em Bagdá, alguns seguranças continuaram atirando depois da ordem de suspender o fogo.
Segundo o relato, após uma explosão os seguranças desceram de seus veículos e atiraram num carro de passeio, matando o seu motorista.
Um policial tentou se aproximar, mas os guardas continuaram atirando e mataram uma mulher e seu filho. Em seguida, lançaram uma granada incendiária no carro.
Segundo os dados das pesquisas preliminares americanas, um dos seguranças chegou supostamente a apontar a arma para um companheiro depois dos repetidos avisos de cessar-fogo.
O presidente do comitê de Supervisão e Reforma do Governo, o democrata californiano Henry Waxman, divulgou um relatório que questiona o profissionalismo da Blackwater em Faluja. Quatro de seus empregados foram assassinados na cidade iraquiana, em 31 de março de 2004.
O relatório conclui que a Blackwater assumiu a segurança de um comboio de caminhões sem equipar convenientemente seus homens.
Segundo os dados do relatório, os quatro guardas assassinados não dispunham de mapas, erraram de rota na véspera do ataque e chegaram a uma base do Exército americano com veículos sem a necessária proteção.
Os autores do relatório acusam a Blackwater de dificultar a investigação do Congresso.
A companhia britânica Control Risk Group em duas ocasiões tinha rejeitado a tarefa, devido à periculosidade naquele momento em Faluja.
Uma ofensiva militar, quatro dias depois do assassinato dos guardas, terminou com a morte de 36 militares americanos, 200 insurgentes e 600 civis iraquianos.
Além de destacar que os incidentes provocaram uma escalada da insurgência, o relatório questiona as conseqüências de usar empresas com fins lucrativos em serviços essenciais para os militares numa zona de guerra.