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Reunião entre EUA e China sobre comércio deve ocorrer em uma semana, diz Casa Branca

A fala ocorre um dia após o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping, que retomou as negociações entre as duas potências

Redação Jornal de Brasília

06/06/2025 11h50

china eua

Foto: Reprodução/X

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A reunião planejada entre autoridades norte-americanas e chinesas sobre comércio deve ocorrer dentro de sete dias, disse o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, nesta sexta-feira (6).

A fala ocorre um dia após o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping, que retomou as negociações entre as duas potências.

Na última quinta (5), os dois líderes conversaram sobre disputas envolvendo as exportações de terras raras -um dos pontos centrais das tensões entre as duas maiores economias do mundo.

“Estávamos resolvendo alguns pontos, principalmente relacionados a ímãs de terras raras e outras coisas”, disse o presidente mais tarde a repórteres no Salão Oval.

O presidente dos EUA reconheceu nesta quinta-feira (5) que a relação comercial com a China havia “saído um pouco dos trilhos”, mas disse que agora “estamos em uma situação muito boa com a China e o acordo comercial”.

A ligação entre os dois líderes marcou o primeiro contato formal conhecido desde que Trump reassumiu o cargo de presidente. A última conversa entre Trump e Xi havia ocorrido em janeiro, antes da posse do presidente americano.

Após firmarem uma trégua comercial, a relação entre EUA e China se desgastou na última semana, com acusações de ambos os lados deviolação do acordo.

As rusgas surgiram após os Estados Unidos suspenderem algumas vendas para a China de componentes e software usados em motores de aviões e semicondutores, uma resposta à repressão de Pequim à exportação de minerais utilizados em grandes setores da indústria.

O acordo, firmado em maio, definiu aos Estados Unidos reduzir de 145% para 30% as tarifas adicionais sobre produtos chineses (10% de taxa básica, mais 20% relacionados ao tráfico da droga fentanil). A China, por sua vez, diminuiu as taxas sobre importações americanas para 10% (eram 125%). O país asiático também prometeu suspender ou cancelar medidas não tarifárias tomadas contra os EUA.

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