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Reunião de Cristina e Kadafi termina em prédio bombardeado por EUA

Arquivo Geral

21/11/2008 0h00

A presidente argentina, seek Cristina Fernández de Kirchner, sale se reuniu nesta sexta-feira (21) com o líder líbio, viagra buy Muammar Kadafi, em uma tenda do complexo Bab al-Azizia, a poucos metros do prédio de dois andares bombardeado pelos Estados Unidos em 1986 que continua do jeito que ficou após o ataque.

Após o encontro, Kadafi levou Cristina para conhecer as ruínas do edifício.

Da reunião bilateral participaram também os ministros argentinos de Exteriores, Jorge Taiana; de Planejamento Federal, Julio de Vido; e de Ciência e Tecnologia, Lino Barañao.

Também estiveram presentes a presidente da Comissão Nacional de Energia Atômica, Norma Boero, o responsável da empresa pública de Energia (Enarsa), Ezequiel Espinosa, e Hector Otegui, diretor-geral da companhia pública de Pesquisas Aplicadas (Invap), que constrói reatores nucleares.

Os dois líderes abordaram a intensificação da cooperação entre os países, que amanhã assinarão acordos em setores como a tecnologia nuclear de uso civil, a agricultura ou a troca comercial.

Fontes da delegação argentina disseram à Agência Efe que o acordo nuclear facilitará a cooperação do país latino-americano com o norte-africano neste terreno, apesar de ter um caráter mais geral do que o firmado há poucos dias com a Argélia, nação com a qual já colabora neste campo há anos.

Kadafi recebeu com todas as honras no complexo Bab al-Azizia – um dos centros do poder do país – a presidente argentina e, após passar em revista um destacamento militar, os dois visitaram as ruínas da residência onde os americanos pensavam que o líder líbio estava.

O bombardeio a esse edifício de dois andares por parte da aviação americana, em 15 de abril de 1986, causou a morte de Hana, a filha adotiva de Kadafi.

Cristina percorreu o recinto, que, entre os destroços e paredes derrubadas, mostra várias legendas e fotografias relativas ao bombardeio, inclusive uma sobre a filha adotiva e a família do líder.

“Impressionante e terrível testemunho, com solidariedade perante o horror pela pequena Hana”, escreveu a governante argentina no livro de visitas do memorial.

Mais cedo, Cristina depositou flores no monumento dos mártires da batalha de Alhani, que, em 1911, deu início à luta de libertação líbia da ocupação italiana, e visitou o túmulo de Mohammed Abdul Salam bin Hamed bin Mohammed al-Gaddafi, pai do líder líbio.

A presidente e outros membros da delegação argentina participam hoje à noite de um jantar oferecido em sua homenagem por Kadafi em uma das khaimas (tendas beduínas características do deserto) do complexo de Bab al-Azizia.

Da mesma forma que em Argélia, Tunísia e Egito – os outros três países de sua viagem pelo norte da África – a delegação argentina organizará amanhã em um hotel de Trípoli um seminário sobre oportunidades de negócios entre empresários dos dois países, seguido de encontros bilaterais.

A Líbia se encontra em pleno processo de abertura econômica e de volta à comunidade internacional após décadas de isolamento e de embargos econômicos por parte da ONU e dos Estados Unidos.

Depois que Kadafi anunciou, em 2003, sua renúncia a desenvolver programas de armamento de destruição em massa, suas relações com Washington foram melhorando paulatinamente e acabaram sendo normalizadas após a histórica visita a Trípoli da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em setembro.

Nos últimos anos, várias empresas ocidentais multiplicaram seus investimentos no país, entre elas a companhia petrolífera hispano-argentina Repsol YPF.

Em 2007, as exportações argentinas à Líbia alcançaram os US$ 122 milhões, principalmente em óleos, cereais, laticínios, remédios, canos de aço e peças automobilísticas.

O comércio bilateral registra um saldo muito favorável ao país latino-americano que importou do norte-africano em 2006 no valor de US$ 7 milhões.

Cristina também se reunirá no sábado com o primeiro-ministro líbio, Al-Baghdadi Ali al-Mahmudi, antes de voltar a Buenos Aires no final da tarde.

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