A residência do embaixador da França em Abidjan foi atacada nesta sexta-feira com artilharia pesada por militares leais ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, informou a Embaixada francesa em comunicado.
“Em 8 de abril, às 13h (horário de Brasília), a residência foi atacada por dois morteiros e um foguete das posições das forças ainda leais a Gbagbo”, diz a nota.
Momentos depois deste ataque – o segundo em apenas oito horas, segundo o comunicado -, um helicóptero da operação francesa Licorne atacou as posições dos partidários de Gbagbo, situados dentro do perímetro da residência presidencial, no bairro de Cocody.
A embaixada da França precisou que, “de acordo com a resolução 1975 do Conselho de Segurança da ONU”, a Missão das Nações Unidas na Costa do Marfim (Onuci) e a Licorne “têm direito a aplicar seu mandato de prevenção do uso de armamento pesado”.
Não é o primeiro fato deste tipo que acontece em Abidjan nos últimos dias depois que na quarta-feira passada a residência do embaixador do Japão na capital econômica da Costa do Marfim sofreu um ataque similar.
A crise marfinense começou depois do segundo turno das eleições presidenciais, em 28 de novembro, quando Gbagbo, presidente da Costa do Marfim desde 2000, se negou a admitir sua derrota para Alassane Ouattara e a ceder-lhe o poder, apesar da forte pressão internacional para que deixe a Presidência.
O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, assegurou na quinta-feira que a queda de Gbagbo é “irremediável” e ocorrerá “nas próximas horas ou nos próximos dias”.