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Mundo

Repressão policial deixa ao menos nove mortos na Síria

Arquivo Geral

22/07/2011 14h32

Pelo menos nove manifestantes morreram nesta sexta-feira na Síria por disparos das forças de segurança, que tentaram dispersar os grandes protestos convocados em todo o país, segundo os grupos opositores.

 

O presidente da Organização Nacional de Direitos Humanos na Síria (ONDHS), Ammar Qurabi, disse à Agência Efe que a repressão fez três vítimas nos arredores de Aleppo, duas em Homs e o restante em Hama e em localidades das províncias de Idleb e Rif Damasq.

 

Por sua parte, o opositor Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirmou que setes pessoas morreram, enquanto os denominados Comitês Locais de Coordenação contabilizaram cinco vítimas.

 

Segundo os Comitês, dois manifestantes morreram na localidade de Azaza, nas cercanias de Aleppo, um em Homs, por causa de disparos de franco-atiradores, e os outros dois em povoados de Idleb e Rif Damasq.

 

Desde o início dos protestos após as orações muçulmanas de meio-dia, as forças leais ao regime atacaram os milhares de manifestantes que saíram às ruas para exigir a queda do Governo do presidente sírio, Bashar al Assad.

 

Em Aleppo, onde os protestos não cessaram desde seu início em meados de mês de março, as forças da ordem invadiram uma mesquita e realizaram uma ampla batida.

 

Já em Homs, onde na última semana a repressão deixou cerca de 20 vítimas, as forças da ordem dispararam contra uma manifestação realizada perto de um mercado de verduras.

 

Na província de Rif Dimashq, as forças de segurança reforçaram o número de agentes mobilizados em várias localidades e buscaram dispersar os protestos com tiros e bombas de gás lacrimogêneo.

 

Além disso, várias localidades da província de Idlib foram palco de grandes protestos e, durante a manifestação no povoado de Kafrumeh, um homens de 35 anos morreu e seu irmão ficou ferido por um disparo.

 

Os protestos se estenderam por todo o país e foram especialmente grandes na cidade de Hama e de Deir el Zor.

 

Desde o início da revolta popular contra o Governo de Bashar al-Assad, em meados de março, entre 1.450 e 2 mil pessoas morreram, segundo fontes da oposição e organizações pró-direitos humanos sírias, enquanto o regime de Damasco mantém outras 15 mil pessoas detidas.

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