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Mundo

Representante do Irã diz que conferência de Washington visa a enganar opinião pública

Arquivo Geral

13/04/2010 7h48

O embaixador iraniano que integra a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), Ali-Asghar Soltaniyeh, criticou hoje (13) as discussões realizadas no âmbito da Conferência Mundial de Segurança Nuclear, em Washington, nos Estados Unidos. Segundo ele, há um direcionamento nos debates para “enganar” a opinião pública e falta foco em temas fundamentais. As informações são da agência oficial de notícias do Irã, a Irna.

Inconformado com o direcionamento dos debates em Washington, o diplomata reclamou da ausência de convite ao governo iraniano. “Os Estados Unidos se limitaram a convidar um pequeno número de países para a conferência de Washington, que visa a enganar o mundo da opinião pública”, disse.

“Acreditamos que a conferência de Washington é apenas um show político para induzir a opinião pública contra as ameaças graves causadas contra a paz e a segurança internacionais”, acrescentou Soltaniyeh.

Ontem (12), houve uma sinalização do governo chinês favorável às sanções contra o Irã, defendidas pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com o presidente da China, Hu Jintao, seu país se dispõe a analisar os argumentos do governo norte-americano, que suspeita da produção secreta de armas nucleares pelos iranianos.

“As instalações nucleares devem melhorar as suas normas de segurança e os países como um todo devem respeitar mais os respectivos padrões internacionais”, afirmou Soltaniyeh. “A segurança nuclear, as substâncias nucleares ou instalações não devem estar à disposição dos irresponsáveis ou indivíduos terroristas. Os distúrbios nas atividades nucleares dos países devem ser proibidos.”

 
Segundo o embaixador, os resultados dos debates em Washington não podem influenciar o mundo porque representam a opinião de alguns países e não de todos. “A convocação de uma conferência seletiva, como a de Washington, não produz frutos de valor especial porque a maioria dos países do mundo tem sido privada do direito de estar presente lá e as decisões tomadas não seriam aplicáveis na Aiea”, disse.

O assunto foi tema também de encontros políticos realizados ontem (12) em Teerã entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, integrantes do governo e o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) – que integra a missão empresarial como observador político. Eles se reuniram com os ministros de Indústrias e Minas e de Comércio.

Os iranianos reagem com veemência às ameaças de sanções impostas pelos Estados Unidos com o apoio da Inglaterra, França, Alemanha e Russia. De acordo com o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e não esconde a produção de armamentos, embora ocorra o enriquecimento de urânio a 20%.

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