A descoberta de seis ovos em um ninho do Centro de Reprodução e Criação em Cativeiro de Tartarugas Gigantes do Parque Nacional Galápagos (PNG) fez renascer as esperanças de descendência para a tartaruga gigante batizada de “Solitário Jorge”, um espécime único da espécie “Geochelone abigdoni”.
Assim informou hoje o PNG, que destacou a descoberta de um novo ninho com os ovos, elaborado por uma das fêmeas que compartilha o curral com o exemplar de tartaruga gigante, que é um dos símbolos mais importantes do arquipélago equatoriano.
Os seis ovos encontrados no Centro de Reprodução, situado na Ilha Santa Cruz, se encontram em perfeitas condições e pertencem à fêmea conhecida como “Número 106” da espécie “Geochelone becky”, que convive com “Jorge” há 16 anos.
Os cientistas e pessoal do PNG+colocaram os ovos nas incubadoras artificiais do Centro de Criação, quatro deles a uma temperatura de 29,5 graus centígrados, para tentar obter fêmeas, e os dois restantes a 28 graus, para machos.
Estes últimos seis ovos encontrados se somam a outros cinco, postos no mês de julho por outra fêmea do curral de “Jorge”, a “Número 107”, que devem permanecer 120 dias nas incubadoras para determinar se são férteis.
As duas fêmeas não são da mesma espécie que Jorge, mas são muito similares na forma de sua couraça superior.
A descoberta dos ovos acontece em um momento em que os cientistas achavam esgotadas as esperanças que o emblemático “Jorge” tenha descendência, pois a primeira vez que as fêmeas do “harém” de “Jorge” desovaram, em julho de 2008, não foi possível a reprodução.
“Solitário Jorge” vive em cativeiro desde 1972 no Centro de Reprodução e Criação de Tartarugas, em companhia de várias fêmeas de outra espécie às que tinha rejeitado durante mais de 35 anos.
O arquipélago de Galápagos deve seu nome às grandes tartarugas que a habitam e suas reservas terrestre e marinha contêm uma rica biodiversidade, considerada como um laboratório natural, que permitiu ao cientista britânico Charles Darwin desenvolver sua teoria sobre a evolução e seleção natural das espécies.
As Ilhas Galápagos se encontram no oceano Pacífico cerca de mil quilômetros ao oeste do litoral continental do Equador.