A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira que remédios essenciais e vacinas estão a ponto de esgotar-se na Líbia porque o setor sanitário não efetua compras públicas há meses.
“As autoridades sanitárias não efetuam compras há muito tempo. Portanto, em breve não haverá mais remédios nem vacinas”, disse um porta-voz da OMS, Tariq Jasarevic.
O porta-voz explicou que o problema afeta tanto as zonas controladas pelo regime de Muammar Kadafi como as áreas dominadas pelas forças rebeldes.
“A prioridade agora é ajudar as autoridades a restaurar os mecanismos de compras governamentais”, comentou Jasarevic, que precisou que sua organização já começou a trabalhar com elas para contribuir a “um apoio logístico em grande escala”.
Por outro lado, uma missão do Programa Mundial de Alimentos (PMA) conseguiu chegar a uma zona de difícil acesso na região das Montanhas Ocidentais da Líbia, onde há comunidades que dependem totalmente da ajuda internacional para sua sobrevivência.
“A segurança alimentar nessa região devastada é nossa maior preocupação. O comércio está totalmente paralisado, os mercados permanecem fechados e o dinheiro e o combustível são insuficientes”, disse em entrevista coletiva a porta-voz do PMA, Emilia Casella.
Emilia precisou que as cidades visitadas pela missão de sua organização foram Wazin, Nalut e Zintan.
Nesses locais, “a população é totalmente dependente dos alimentos distribuídos pelas organizações humanitárias”.
Como alternativa para sobreviver, as famílias “venderam seus animais e seus meios de subsistência, assim como seus poucos pertences”, ao tempo que seu regime alimentício se viu reduzido a uma pasta feita à base de tomate e não têm a possibilidade de ingerir proteínas, sustentou a porta-voz.