Um relatório da ONU divulgado nesta terça-feira destaca o desempenho da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em seis campos diferentes para desenvolver as instituições do Governo face à consecução de um Estado independente.
O documento foi preparado para a reunião desta quarta-feira em Bruxelas do Comitê Ad Hoc de Coordenação dos doadores aos palestinos, formado por 12 membros da União Europeia e os Estados Unidos.
Pelo dossiê, divulgado pelo Escritório de Coordenação da ONU em Jerusalém, trata-se da governança, da condução da lei e dos direitos humanos; a qualidade de vida; a educação e a cultura; a saúde; a proteção social, e a água e as infraestruturas.
O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, lançou em 2009 um plano para definir as bases econômicas e institucionais de um futuro Estado soberano para setembro de 2011, ao invés de esperar que o diálogo de paz com Israel (atualmente estagnado) de resultados.
O projeto tem como objetivo levantar as instituições e sanear a economia para preparar o estabelecimento de um Estado palestino nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, assim como em Gaza.
O Coordenador Especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, chamou atenção para atuação do Executivo da ANP nas seis áreas nas quais a ONU esteve especialmente envolvida.
“Destaco as conquistas do presidente (Mahmoud) Abbas e do primeiro-ministro Fayyad. Este é um período decisivo no qual nos aproximamos do objetivo de setembro de 2011 para que as instituições da ANP estejam preparadas para um estado”, manifestou Serry.
Acrescentou que essa data também é o prazo limite “fixado pelas partes (israelenses e palestinos) para alcançar um acordo definitivo negociado para a criação de um Estado palestino em paz com Israel”.
O documento faz ainda referência às medidas adotadas por Israel para facilitar o movimento e acesso aos palestinos, o que contribuiu para apoiar a atividade econômica palestina, especialmente na Cisjordânia.
No entanto, ressalta que a situação na Faixa de Gaza deve ser observada seriamente e que a atual divisão política palestina mina os esforços para desenvolver as bases institucionais e de subsistência nesse território palestino.