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Relatora da ONU para os territórios palestinos diz que sanções dos EUA ‘violam’ sua imunidade

Francesca foi sancionada na semana passada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, após acusar empresas dos Estados Unidos de se beneficiarem do conflito no território palestino

Redação Jornal de Brasília

16/07/2025 0h01

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Zane Dangor, Diretor-Geral do Departamento de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, discursa ao lado da Ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Yolanda Villavicencio, durante a conferência de emergência do Grupo de Haia, no Palácio de San Carlos, em Bogotá, em 15 de julho de 2025. A Relatora Especial das Nações Unidas para a Situação dos Direitos Humanos nos Territórios Palestinos, Francesca Albanese, classificou na terça-feira as sanções impostas a ela pelos Estados Unidos, após suas críticas à posição de Washington sobre Gaza, como uma “violação” de sua imunidade. (Foto de Luis ACOSTA / AFP)

A relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese, descreveu nesta terça-feira como uma “violação” da sua imunidade as sanções que sofreu dos Estados Unidos após as suas críticas à posição de Washington sobre a Faixa de Gaza.

Francesca foi sancionada na semana passada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, após acusar empresas dos Estados Unidos de se beneficiarem do conflito no território palestino, onde, segundo ela, Israel comete um genocídio.

“É uma medida muito séria, sem precedentes”, disse a relatora em viagem à Colômbia, onde teve início hoje uma reunião de cúpula internacional convocada pelo presidente Gustavo Petro para buscar soluções para o conflito. Petro é um dos defensores mais firmes da Faixa de Gaza frente às ações do Exército de Israel.

“É uma violação clara da Convenção da ONU sobre Privilégios e Imunidades, que protege seus funcionários, incluindo os especialistas independentes”, ressaltou Francesca.

Participam da reunião na Colômbia representantes do “grupo de Haia”, iniciativa que busca defender instituições como o Tribunal Penal Internacional e a Corte Internacional de Justiça.

A ONU pediu aos Estados Unidos que levantem “rapidamente as sanções” contra a relatora, que, embora tenha sido nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, não fala em nome da organização.

As sanções são “uma advertência a qualquer um que ouse defender o direito internacional e os direitos humanos, a justiça e a liberdade”, ressaltou a especialista.

© Agence France-Presse

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