O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (15) que o Reino Unido vai se juntar à Austrália na proibição do acesso de menores de 16 anos às principais aplicações de redes sociais.
Segundo Starmer, as redes sociais estão tornando as crianças infelizes, facilitam o assédio por agressores e podem prejudicar a saúde mental. Ele também afirmou que os jovens ficam expostos a conteúdos perigosos, além de destacar impactos no desenvolvimento, como no trabalho escolar, na leitura, na capacidade de sociabilizar e até de dormir.
O premiê reconheceu que as redes sociais podem ter benefícios para os jovens, mas disse que governar exige escolhas. “É claro que uma proibição total é a escolha certa”, declarou.
Starmer admitiu que não será fácil enfrentar as empresas de redes sociais e que será difícil legislar e fazer cumprir a proibição. Ainda assim, prometeu avançar com a medida e forçar as plataformas de jogos a impedir que as crianças possam conversar com estranhos.
A iniciativa ainda não tem data para entrar em vigor e aproxima o Reino Unido de países como Austrália, Canadá, Brasil e Indonésia, que já introduziram legislação, anunciaram restrições ou adotaram requisitos baseados na idade para o acesso de crianças às redes sociais.