O primeiro-ministro do Reino Unido, sale Gordon Brown, treatment espera que a Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, store que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), amanhã, em Londres, ofereça um “novo acordo” global que sirva para recuperar a economia mundial.
Visando a esse objetivo, Brown se baseia em três princípios: fomento da demanda, planos de estímulo fiscal e estabilização dos bancos.
O premiê será o anfitrião de uma reunião na qual os chefes de Estado e de Governo do G20 buscarão medidas concretas para responder à crise global.
O Reino Unido considera que o encontro não deve se limitar a proporcionar uma simples declaração de princípios, mas deve apresentar soluções, já que os mercados financeiros estarão pendentes e responderão em função das medidas a serem adotadas.
O G20, que surgiu em 1999 para que os ministros da Economia e presidentes de bancos centrais pudessem analisar as finanças mundiais, ganhou destaque pelo alcance da crise atual.
O grupo, que se reunirá às margens do rio Tâmisa, responde por 85% da economia mundial e por dois terços da população do planeta.
Em Londres participarão os chefes de Estado ou de Governo de Brasil, Estados Unidos, Argentina, Austrália, Canadá, China, República Tcheca – atualmente na Presidência da Uniao Europeia (UE) -, Índia, França, Alemanha, Indonésia, Itália, Japão, México, Holanda, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha e Turquia.
Também comparecerão representantes da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), da Nova Aliança para o Desenvolvimento da África (Nepad), da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), da União Africana (UA), do Banco Mundial (BM), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e das Nações Unidas.
Brown, cuja popularidade é baixa em seu país, investiu muito capital político nos preparativos da cúpula, pois sabe que seu futuro pode depender dos resultados do encontro.
Para o Reino Unido, que transformou o centro financeiro de Londres em seu pulmão econômico, esta é uma crise global que precisa de respostas globais, porque afeta Governos, instituições financeiras, empresas, donos de imóveis, trabalhadores e famílias.
A cúpula deve responder aos novos desafios globais e evitar protecionismos, ao mesmo tempo em que deve manter um sistema comercial e financeiro aberto, segundo o Governo britânico.
As medidas a serem adotadas, no entanto, não devem comprometer os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ou a luta contra a mudança climática, assuntos que Brown defende ferrenhamente.
O primeiro-ministro espera que os chefes de Estado e de Governo cheguem a um “novo acordo”, como uma nova era de associação econômica internacional que venha a permitir uma recuperação sustentável.
Para isso, os líderes do G20 terão várias prioridades, entre elas a de adotar medidas destinadas a incentivar a demanda por meio de estímulos fiscais e para estabilizar os mercados financeiros.
Também buscarão reformas no sistema global de regulação financeira, para que haja maior transparência e as crises possam ser antecipadas.
Outro ponto a ser tratado será o da reforma dos organismos financeiros internacionais.
Os líderes, no entanto, terão de superar posições antagônicas, especialmente entre EUA – apoiados pelo Reino Unido -, que querem mais ajudas do Estado, e grande parte da Europa, que considera que agora é preciso seguir rumo a uma maior regulação financeira.
Londres aposta que a cúpula vai ajudar a impedir que a recessão global seja profunda e prolongada e calcula que a situação econômica pode acabar aumentando a população que vive em extrema pobreza.
Por isso os britânicos esperam que os Governos não renunciem a suas ajudas em áreas como Saúde, Educação e Meio Ambiente nos países em vias de desenvolvimento.
Brown espera, entre outras coisas, que os líderes mundiais solicitem também a conclusão da Rodada de Doha, que visa à liberalização do comércio mundial.