O Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido recomendou nesta quarta-feira aos cidadãos britânicos que considerem deixar Tóquio e o nordeste do Japão perante a situação de emergência da usina nuclear de Fukushima, depois do terremoto e do tsunami no país asiático.
Em um aviso em sua página oficial na internet, o Foreign Office afirma que ainda não há “um problema real que afete a saúde pelo qual as pessoas deveriam estar preocupadas”.
No entanto, assinala que os cidadãos que estão atualmente em Tóquio e no norte da capital “deveriam considerar abandonar a área”, devido a uma “situação em transformação” vivida na usina nuclear de Fukushima e às “potenciais alterações nas provisões de alimentos, transporte, comunicações, energia e outras infraestruturas”.
Os problemas em reatores da central de Fukushima seguem nesta quarta-feira alimentando os temores de um desastre nuclear, sem que as tentativas de controlar um vazamento radioativo dessem esperanças.
A gravidade da situação levou o imperador Akihito a se dirigir aos japoneses para pedir que resistam e se ajudem nesta crise sem precedentes, após um terremoto e um tsunami que deixaram, pelo menos, 12 mil mortos ou desaparecidos.
Esta semana o último dirigente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, descartou a possibilidade de ocorrer uma catástrofe similar à sucedida em Chernobyl na usina nuclear japonesa de Fukushima.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o acidente em Chernobyl fez com que pelo menos cinco milhões de pessoas entraram em contato com a radiação em Ucrânia, Rússia e Belarus.
A Ucrânia se propõe a desativar totalmente a usina e o território adjacente até 2018.