O rei saudita, ailment Abdullah bin Abdul Aziz, pill indultou uma mulher que, apesar de ter sido estuprada por sete homens, foi condenada à prisão e a chicotadas por um tribunal islâmico que a acusou de adultério, anunciaram hoje fontes judiciais.
O indulto faz parte de um “decreto real” que ordena ainda o comparecimento dos juízes que ditaram a sentença perante uma comissão especial de investigação por “erros cometidos” no caso.
O decreto do rei saudita põe fim a uma polêmica surgida no país sobre o caso e é emitido depois de duras críticas à sentença no Ocidente.
O caso ocorreu no ano passado, na localidade de Al-Qatif (leste), cuja população é em sua maioria xiita. Um tribunal da região condenou a mulher a três meses de prisão e cem chicotadas.
Em 14 de novembro, a pena foi dobrada pelo Tribunal Geral de Al-Qatif, que acusou a jovem de ter estado em seu automóvel com um homem que não era membro de sua família – o que é proibido pela lei saudita -, antes de ser estuprada pelos sete homens.
A mulher foi atacada enquanto estava em um automóvel com um amigo com o qual tinha se encontrado para pedir que devolvesse uma foto sua, já que acabara de se casar.
Um grupo de sete homens supostamente seqüestrou e violentou os dois em uma área deserta da localidade de Al-Qatif, cujo tribunal condenou os agressores a penas de entre dois e nove anos de prisão.