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Rei da Tailândia sanciona nomeação de líder golpista como vice-premier

Arquivo Geral

02/10/2007 0h00

O rei da Tailândia sancionou hoje a nomeação do general Shondi Boonyaratglin, web que liderou o golpe militar no ano passado, como vice-primeiro-ministro do país.

No fim de semana, Shondi deu baixa e deixou o comando do Exército, além da presidência do Conselho para a Segurança Nacional – nome adotado pela junta militar após o golpe de 19 de setembro de 2006 que depôs o então primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra.

Shondi prometeu não continuar na política após as eleições gerais de 23 de dezembro, mas os generais golpistas asseguraram que deixavam uma porta aberta no Senado para os militares na nova Constituição que redigiram e que foi aprovada em plebiscito em agosto.

Vários membros do Governo interino instalado pelos golpistas renunciaram nas duas últimas semanas porque suas participações em empresas privadas excedem o limite de 5% estabelecido pela Constituição.

O último a anunciar a renúncia foi o porta-voz do Executivo, Yongyuth Mayalarp. Ele informou a decisão ao novo primeiro-ministro, Surayud Chulanont, na segunda-feira e terá efeito amanhã.

O ministro do Interior, Aree Wonganya, renunciou por causa dos 20% de ações que possui na empresa Trang Sure; o ministro da Informação e Comunicação Tecnológica, Sittahichai Pookaiyaudom, pelos 10% que tem na Universidade Tecnológica Mahanakorn e 31% na Thai Space Industry. O ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Kasem Shidvongs, saiu pelos 20% de ações no Kamala Beach Resort.

Renunciaram também dois vice-ministros – o de Comércio e o do Exterior.

Curiosamente, uma das razões que o general Sonthi alegou para depor Thaksin Shinawatra foram os inúmeros casos de corrupção e nepotismo em sua família e outros ministros, que questionavam a credibilidade do Governo.

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