O rei Abdullah II da Jordânia afirmou hoje em reunião em Amã com o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que a “paralisação total” da construção de assentamentos israelenses é uma condição para retomar o processo de paz na região.
Segundo um comunicado da Casa Real jordaniana, “o monarca advertiu sobre a perda da oportunidade disponível na atualidade para conseguir a paz e pediu a dissuasão de qualquer plano israelense que busque sabotar a retomada das conversas de paz”.
Além disso, acusou o Governo israelense de tentar “criar um vazio” para continuar construindo colônias e tomar outras medidas unilaterais que obstaculizam o estabelecimento de um Estado palestino independente.
Durante a reunião, Mitchell insistiu na necessidade de dar “passos tangíveis para desenvolver um ambiente positivo para reiniciar as negociações”, segundo a agência estatal jordaniana Petra.
O enviado americano descreveu suas conversas com o monarca como “excelentes” e disse que EUA e Jordânia possuem “um forte compromisso para resolver o conflito palestino-israelense por meio da fórmula de dois Estados”.
Nesse sentido, o rei jordaniano se comprometeu a trabalhar com o presidente dos EUA, Barack Obama, para conseguir uma paz global e duradoura na região, de acordo com as resoluções internacionais e “com vistas à criação de um Estado palestino em terra palestina”.
Abdullah II pediu a Washington para que “desempenhe um papel de liderança nestas negociações e estabeleça o mecanismo apropriado para garantir conversas que levem a uma solução de dois Estados dentro do contexto regional aceito globalmente e com um calendário definitivo”.
Mitchell visitou hoje Amã como parte de uma viagem pela região, que também o levou ao Egito, Israel e aos territórios palestinos.
Amanhã, o enviado americano deve voltar a Israel para continuar as conversas com o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu.
Mitchell está tentando convencer israelenses e palestinos a aceitar o convite de Obama para realizar uma reunião com Netanyahu e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, durante o início do período de sessões da Assembleia Geral da ONU em Nova York na semana que vem.