O rei Alberto II da Bélgica solicitou ao senador socialista flamengo Johan Vande Lanotte que permaneça no papel de mediador da crise política do país, rejeitando assim o pedido de renúncia do político feito na semana passada.
O monarca pediu ao senador que mantenha os esforços de tirar a Bélgica da crise política “o mais rápido possível”, a fim de não prejudicar ainda mais a economia nacional.
Lanotte havia apresentado sua renúncia do papel de mediador político na quinta-feira da semana passada diante do fracasso em conseguir o consenso dos sete principais partidos para uma reforma do Estado, primeiro passo para um Governo de coalizão, o que não se consegue há 211 dias.
Em busca de soluções, o rei havia nomeado em ocasiões anteriores o líder dos socialistas francófonos, Elio di Rupo, e o dos flamengos nacionalistas do N-VA, Bart De Wever, para colaborar nas negociações.
O rei pediu a Lanotte que “tome toda iniciativa útil” para encontrar a base do consenso e que se aproveite do “diálogo privilegiado” com os presidentes dos dois grandes partidos, segundo um comunicado do Palácio Real.
Dessa forma, a julgamento do monarca, “o bem-estar de todos os cidadãos do país poderá ser preservado”.
A tardança na formação de um novo Governo está irritando os mercados financeiros e os investidores, que começam a perder a paciência com o bloqueio político.
A impaciência pela falta de Governo também chegou à internet, onde cresce o apoio entre ativistas à iniciativa de organizar protestos contra os políticos no próximo dia 23, convocação lançada pelo site “Shame” (“Vergonha”).