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Mundo

Regime da Síria faz apelo internacional para impedir apoio a opositores

Arquivo Geral

19/03/2012 19h15

O Ministério das Relações Exteriores da Síria pediu, nesta segunda-feira (19), à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização da Conferência Islâmica (OCI) que ajam para evitar o apoio externo àqueles contrários ao regime, chamados de terroristas pelo governo, acusados pelo regime de Damasco de serem os responsáveis pela violência que atinge o país há mais de um ano.

Em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias “Sana”, o governo convocou essas e outras organizações internacionais para proteger a soberania dos Estados e sua independência, assim como a paz e a estabilidade no Oriente Médio e no mundo. A mensagem foi enviada pelo Ministério coincidindo com a chegada à Síria de uma missão de observadores da ONU e da OCI para avaliar a situação humanitária no local e promover um cessar-fogo entre o regime e a oposição armada.

“Dezenas de sírios inocentes morreram, vítimas do terrorismo apoiado no exterior por atores regionais e internacionais que anunciaram de maneira explícita seu apoio com dinheiro e armas a estes grupos terroristas”, ressalta o documento.

O Ministério parecia se referir aos vizinhos Catar e Arábia Saudita, pois Riad, por exemplo, considerou uma excelente ideia enviar armas aos grupos de oposição durante a recente reunião de países “Amigos da Síria” realizada na Tunísia.

Desde o início da revolta, há um ano, o presidente sírio Bashar al-Assad acusou “grupos terroristas” de incitar a violência que já custou a vida de mais de 8 mil pessoas, segundo dados da ONU.

“Os atentados suicidas e as explosões mortíferas nos bairros são uma violação dos direitos humanos”, acrescentou o governo sírio.

No domingo, duas pessoas morreram e 30 ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba em Aleppo, segunda maior cidade do país, em um bairro de maioria cristã.

Um dia antes, um duplo atentado em Damasco contra prédios das forças de segurança sírias causou a morte de pelo menos 27 pessoas e ferimentos em outras 140.

Já a oposição síria denunciou a morte de 50 pessoas em ações de repressão do governo nos últimos três dias.

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