A região italiana da Toscana anunciou hoje que está disposta a receber o escritor cubano Juan Almeida, em greve de fome desde 15 de junho após a recusa do Governo de Cuba de deixá-lo sair do país para se curar da doença degenerativa que sofre.
“Caso o passaporte seja entregue a Juan Almeida, nós estamos dispostos a acolhê-lo em nossa terra, se ele quiser”, escreveu o responsável de Promoção de Direitos Humanos da Toscana, Riccardo Nencini, em uma nota publicada na site da região.
Segundo Nencini, Almeida “pede há dois anos para viajar aos Estados Unidos para tratar de sua doença” e visitar sua mulher Consuelo e sua filha, que vivem no país.
“Lhe tiraram tudo : seu computador, seus documentos, objetos pessoais”, denunciou Nencini.
Desde 2002, a região da Toscana oferece refúgio a escritores e intelectuais perseguidos no mundo e paga as despesas de viagem e moradia por dois anos.
Em 2009, Almeida, de 44 anos e filho do falecido vice-presidente cubano Juan Almeida Bosque, tentou sair ilegalmente de seu país para se encontrar com seus familiares, mas fracassou.
Atualmente, Almeida é obrigado a se apresentar regularmente no centro de detenção de Villa Marista, em Havana.
Juan Almeida é autor do livro “Memórias de um Guerrilheiro Cubano Desconhecido”, no qual critica o Governo cubano.