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Mundo

Região chilena de Aysén retoma normalidade após suspensão de protestos

Arquivo Geral

07/03/2012 18h27

As organizações sociais que protestam contra o isolamento da região chilena de Aysén desbloquearam as estradas nesta quarta-feira e permitiram assim o abastecimento de combustível e alimentos, enquanto se preparam para iniciar nesta quinta-feira as negociações com o governo central na tentativa de aumentar a integração da área ao território nacional.

 

Os dirigentes do Movimento Civil pela Região de Aysén aceitaram na noite de terça-feira suspender nesta quarta o bloqueio das rodovias, exigência que o governo do presidente Sebastián Piñera tinha mantido como condição “sine qua non” para se sentar à mesa de negociações.

 

Pouco a pouco, as barricadas e os bloqueios de estradas foram desmontados e os caminhões carregados de combustível e alimentos começaram a abastecer os postos de gasolina e os estabelecimentos comerciais, onde esses produtos estavam em falta há dias, o que levou ao surgimento de um mercado negro local.

 

“O desbloqueio das rodovias está sendo executado. Aos poucos a normalidade está voltando. Em Coyhaique, entrou um pouco de combustível, aqui em Puerto Aysén ainda não, porque demos prioridade aos alimentos”, disse à Agência Efe Ivan Fuentes, porta-voz dos manifestantes da região, localizada na Patagônia chilena.

 

O movimento que organiza os protestos agrupa 24 organizações, desde taxistas e pescadores até ambientalistas e servidores públicos, que em 13 de fevereiro se mobilizaram para reivindicar medidas que reduzam o isolamento político-social de Aysén, situada 1,6 mil quilômetros ao sul de Santiago.

 

Dos 17 milhões habitantes do país, apenas 105 mil vivem na região, dedicada à pecuária e à pesca, submetida a um clima inóspito e sem contar com universidades ou grandes hospitais. Lá, alguns produtos de consumo cotidiano custam o dobro que na capital.

 

Os líderes do movimento se preparam para iniciar nesta quinta-feira o diálogo com o ministro da Energia do Chile, Rodrigo Álvarez; o subsecretário da Presidência, Claudio Alvarado; e a intendente (governadora) da região de Aysén, Pilar Cuevas. EFE

 

“A intenção é que seja uma negociação o mais rápida possível. Há toda a paciência, mas tomara que possamos chegar a acordos amplos nos 11 pontos que permitam destravar tudo”, declarou o ministro da Energia à emissora de rádio chilena “ADN”. 

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