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Mundo

Rebeldes mantêm pressão sobre tropas de Kadafi com reforços de Misrata

Arquivo Geral

25/08/2011 17h39

Os milicianos líbios em Trípoli tentam manter a pressão sobre as forças de Muammar Kadafi e conseguiram unir seus esforços com os combatentes da frente ocidental de Misrata.

 

Um comboio com revolucionários da cidade de Misrata, que durante seis meses foi o maior enclave rebelde que resistiu ao cerco das tropas do regime, entrou pelo centro da cidade, e segundo explicaram vários milicianos à Agência Efe, agora se dirigirão ao sul do aeroporto, em direção a Garián.

 

Além disso, um pequeno grupo de representantes do Conselho Nacional de Transição (CNT), a máxima autoridade rebelde, chegou a Trípoli após a entrada dos insurgentes.

 

Os combates das últimas horas aconteceram ao redor do aeroporto da capital líbia onde a guarnição, não se sabe se comandada por Hamis, o filho a quem Kadafi encomendou a repressão à rebelião armada, segue à frente das tropas.

 

Um dos milicianos, natural de Garián, a 100 quilômetros do sul de Trípoli, admitiu que o grupo encontrou resistência na região e que as forças de Kadafi conseguiram deter seu avanço com um tanque T-62, de fabricação soviética.

 

Por enquanto, apesar da incerteza e da tensão nos esporádicos enfrentamentos e tiroteios em diferentes pontos da cidade, os rebeldes mantêm o otimismo, e inclusive uma risonha hospitalidade.

 

A dificuldade das provisões e abastecimentos cresce paralela à fustigação das partidas das forças de Kadafi emboscadas na cidade.

 

Alguns “shabab” (jovens combatentes) afirmaram que no assalto à prisão de Abu Salim, na terça-feira, ao sudeste da cidade, morreram uma centena de prisioneiros atingidos pelos mísseis Grad disparados pelos leais ao coronel Kadafi.

 

A especulação em torno do paradeiro do ditador não cessa e alguns rebeldes pensam que ele poderia estar escondido nos túneis de um projeto de exploração aqüífera do deserto da Líbia que, desde 1996, abastece a capital de água.

 

A existência do imenso rio subterrâneo, projeto digno da megalomania de Kadafi, acrescenta ainda mais incerteza à situação, pois os rebeldes temem que tente assim chegar a Sebha, região meridional do país e possível via de escape para o coronel líbio.

 

O paradeiro de Seif al Islam, outro filho de Kadafi, também é desconhecido, enquanto seu pai se vê obrigado a lançar suas mensagens à resistência através do canal de televisão sírio “Al Rai”.

 

“Não temam os infiéis. Libertem Trípoli. Que todas as pessoas saiam às ruas e avancem rumo a Trípoli. Lutem rua por rua e combatam”, incitou o ditador.

 

Em Siahiya, alguns de seus habitantes temem que Seif al Islam esteja escondido ali na casa de seus muitos amigos que residem neste bairro do oeste da cidade.

 

Em alguns casos, os moradores estão colaborando com os rebeldes, como na libertação dos quatro jornalistas italianos sequestrados ontem por forças do regime e que foram resgatados pelos habitantes do imóvel onde estavam sendo mantidos.

 

Na área mais ocidental da capital, já em mãos revolucionárias, a circulação é tranquila e os milicianos confiam em melhorar sua força de combate com os reforços de Misrata, que chegaram em 30 veículos 4×4 e várias caminhonetes.

 

No entanto, o hotel Coríntia da capital, onde está alojada a maioria da imprensa internacional, viveu momentos de certo pânico nesta quinta-feira, quando os rebeldes abriram fogo contra um suposto franco-atirador.

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