“Estamos à espera de ser contatados oficialmente pelo Governo de Kigali sobre o destino de Nkunda quando voltar ao país”, disse o ministro de Comunicação e porta-voz do Governo, Lambert Mende, que manifestou surpresa com uma suposta proposta política de Kigali como condição prévia à extradição de Nkunda.
“Estamos esperando que Kigali nos submeta oficialmente uma proposta sobre o destino que deve ser reservado a Nkunda”, afirmou o porta-voz do Governo congolês.
Segundo os analistas, o caso de Nkunda poderia gerar divergências e novas dificuldades entre os países.
Em entrevista coletiva na sexta-feira, Mende disse que Nkunda deve comparecer perante o tribunal militar congolês que, em 2005, emitiu uma ordem de detenção contra ele após acusá-lo de crimes de guerra em Kivu Norte e Sul.
Em Kinshasa, a população acolheu com certa indiferença a captura do líder da rebelião no Kivu Norte, enquanto em Lubumbashi houve manifestações para comemorar a detenção e apoiar o presidente Joseph Kabila.
Hoje, a oposição política reivindicou a convocação de um debate nacional sobre a presença de tropas ruandesas no território da RDC.
Entre 3.500 e quatro mil soldados ruandeses, segundo a Missão da ONU no congo (Monuc), entraram desde terça-feira passada na RDC para ajudar as tropas governamentais congolesa a desarmar a guerrilha hutu das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR), estabelecida no país depois do genocídio ruandês de 1994.